Ex-major da PM do DF é expulso da corporação após condenação por fraude em folha de ponto
Ex-major da Polícia Militar do DF foi expulso da corporação A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou um ex-major da corporação após uma decisão do...
Ex-major da Polícia Militar do DF foi expulso da corporação A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou um ex-major da corporação após uma decisão do Tribunal de Justiça do DF. O major reformado Nelimar Nunes de Sousa foi condenado por receber a gratificação voluntária após fraudar a folha de ponto. (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que o ex-major perdeu a patente por causa da condenação por esquema de propina. Na verdade, a perda de patente ocorreu por causa de uma condenação por fraude na folha de ponto. A informação foi corrigida às 8h23.) A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (1º). O ex-major perdeu o posto, patente e os direitos da reserva remunerada. Nelimar já havia sido condenado em outro caso, que investigou esquema de pagamento de propina (veja detalhes abaixo). Em nota, a PM afirmou que a apuração dos fatos foi iniciada pela corregedoria-geral da corporação, que conduziu o procedimento administrativo. A Polícia Militar reafirmou ainda "seu compromisso com a legalidade, transparência e a responsabilização das condutas incompatíveis com os valores da instituição." Em nota, a defesa de Nelimar afirmou que a decisão administrativa foi publicada antes do fim do processo na Justiça e, por isso, será alvo de recurso. "Por isso, buscamos a suspensão dos efeitos do decreto da Governadora até o julgamento definitivo dos recursos. A situação funcional definitiva do oficial deve ser submetida ao controle das Cortes Superiores", afirma o advogado Renato Araújo. Folha de ponto De acordo com a condenação de 2025, que levou à perda da patente, o ex-major usou "sua autoridade hierárquica para obter assinaturas de escalas falsas por subordinados". "A manutenção do posto e da patente, nas circunstâncias dos autos, subverteria o sentido constitucional do oficialato, fragilizaria a disciplina coletiva e transmitiria mensagem dissonante à Corporação e à sociedade quanto à intolerância a desvios éticos no exercício do poder de comando", declara o desembargador. Neste caso, Nelimar foi condenado a 2 anos de reclusão em regime aberto. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 no WhatsApp. Esquema de propina PMs do DF condenados por esquema de propina TV Globo/Reprodução O major já havia sido condenado por chefiar um esquema de propina de donos de transporte pirata. Na denúncia do Ministério Público, o grupo chefiado pelo ex-major recebia até R$ 30 mil por mês para não multar os donos das lotações em Itapoã e Paranóa. Cada motorista pirata pagava aos policiais cerca de R$ 150 por semana para continuar com o transporte sem ser multado. Pelo menos 50 motoristas participavam do esquema. Ainda de acordo com a denúncia, os policiais reforçavam a fiscalização contra aqueles que não aceitavam pagar a propina, retinham os documentos deles por um tempo prolongado e aplicavam diversos autos de infração. Em 2018, Nelimar e mais quatro policiais militares chegaram a ser presos, mas foram soltos no ano seguinte, com a restrição de usar tornozeleiras eletrônicas por 90 dias. Após a condenação, quatro dos PMs perderam a patente em 2024 – menos Nelimar. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.